Fernão de Magalhães nasceu em Portugal, em 1480. De família nobre, foi criado como pajem da rainha D. Leonor, em Lisboa. Na época, o pajem era um rapaz que acompanhava um príncipe, um senhor ou uma dama, para prestar-lhes certos serviços e iniciar-se na carreira das armas.
Aos 25 anos, Magalhães embarcou na esquadra de Francisco de Almeida, o primeiro vice-rei português na Índia. Depois, viajou para o Oriente com Afonso de Albuquerque, fundador do império português na Ásia, conhecendo as riquezas e o potencial da região. Quando regressou a Portugal, em 1512, havia atingido o posto de capitão. Foi então promovido a "fidalgo escudeiro", importante distinção de nobreza.
Ferido em combate no Norte da África, Magalhães ficou coxo para o resto da vida. Tratado com indiferença ao reivindicar o aumento de sua pensão, solicitou ao Rei que o desobrigasse de sua lealdade a Portugal para que pudesse servir a outro monarca. O Rei deu-lhe permissão e Fernão de Magalhães foi para Sevilha, na Espanha, de onde partiu, em 20 de setembro de 1519, para a primeira viagem de circunavegação da história.
A esquadra de Fernão de Magalhães deixou o porto de Sevilha com o objetivo de provar que a Terra era redonda. Pela primeira vez na história da navegação uma esquadra cruzou o oceano Atlântico em direção ao Pacífico, passando pelo local que hoje é conhecido como Estreito de Magalhães.
A expedição usou técnicas avançadas para a época, mas mesmo assim apenas 18 tripulantes sobreviveram. Com cinco naus – San Antonio, Trinidad (nau-capitânia), Victoria, Concepción e Santiago – e uma tripulação de 267 homens de várias nacionalidades, sob o comando de Fernão de Magalhães, a Armada das Molucas saiu da Espanha para encontrar uma passagem no sul do continente americano, e estabelecer um caminho mais rápido para as Ilhas das Especiarias, uma rota alternativa para o trajeto até então conhecido, que era contornar a África.
Magalhães morreu em Mactan, atual Filipinas, em combate com nativos, no dia 27 de abril de 1521. Três anos mais tarde, quando ninguém na Espanha se lembrava mais daquela esquadra, surgiu no porto a pequena Victoria, sem mastros, com o casco avariado, fazendo água. A bordo, dezoito sobreviventes.
Felizmente, um dos 18 heróicos sobreviventes era Antônio Pigaffeta, que narrou os incríveis acontecimentos daqueles três anos. Foram estes registros que levaram a Família Schürmann à reedição de uma das aventuras mais fascinantes da história da humanidade: a primeira volta ao redor do mundo. A incrível viagem de circunavegação que provou que a Terra era redonda. A primeira expedição ocidental a singrar os mares do Oceano Pacífico, que descobriu as Filipinas e estabeleceu o fuso horário.
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